| Manthus |
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MANTHUS TERAPIA COMBINADA O nome Manthus é uma combinação de Manta (arraia gigante que envolve sua presa e dispara uma descarga elétrica letal) e HUS (hidrolipoclasia ultra-sônica), pois seu cabeçote transdutor de grandes dimensões produz um feixe potente de ultra-som (promovendo um fenômeno físico chamado cavitação, pela incidência de ondas mecânicas) aliado a correntes elétricas de grande ação. É uma Terapia Combinada, pois combina os efeitos do ultra-som (Sonoporação – a gordura vai para fora do adipócito, através da membrana do adipócito que dilata; a gordura fica mole e pastosa, ajudando para lipos) com correntes estéreo-dinâmicas (para ativação do sistema linfático e sua musculatura, chamada Linfangion). O ultra-som pulsado aumenta a atividade metabólica, resultando em reabsorção mais rápida de hematomas e exudatos; e propicia a formação das fibras de colágeno mais finas, evitando ou diminuindo a formação de aderências. É indicado nas 48 horas após a Mesoterapia ou imediatamente antes para aumentar a penetração. Também indicado antes da Carboxiterapia. A Corrente Interferêncial do Manthus dimimui a dor da Carboxiterapia se aplicadas antes do procedimento. A Mesoterapia é um procedimento utilizado apenas por médicos, no combate a gordura localizada, pois se trata de uma técnica invasiva. A ação do ultra-som na lipólise é comprovada. Deste modo, a aplicação antes da mesoterapia traz um significativo aumento na eficácia deste recurso, pois, os princípios ativos injetados, sem a prévia aplicação do ultra-som, teriam que penetrar na membrana dos adipócitos para reagir com o conteúdo lipídico ali contido. Com a utilização prévia do ultra-som, haverá extravasamento deste conteúdo para o tecido conjuntivo adjacente, em partículas muito finas, facilitando a reação. Como, normalmente, são utilizadas enzimas para este tratamento, é interessante lembrar que o U.S., provoca a passivação de muitas enzimas, reduzindo suas ações em 73% dentro de 15 minutos de aplicação, segundo F.J.Fry. Nestas condições, deve-se evitar a aplicação de U.S. pós mesoterapia. A idéia, defendida por muitos, que o U.S. "espalha" a enzima injetada, não tem fundamento físico ou fisiológico. É anedótico. Trabalhos realizados in vivo (L.Parada), comprovam que a aplicação de ultra-som em doses clínicas provome o efluxo da gordura estocada nos adipócitos. Através da micro-agitação mecânica, o U.S. transforma a gordura em partículas finas, que atravessam as paredes dos adipócitos, caindo no tecido conjuntivo circundante, sendo então captadas pelos micro-vasos linfáticos ali existentes. Sabe-se também, que o sistema neuro-vegetativo possui ramos que inervam as válvulas do sistema linfático (A.V.Borisov). Sabe-se ainda, que esse sistema trabalha com freqüências baixas. Os conceitos da eletrofisiologia sobre eletro-estimulação, mostram que a impedância dos tecidos, na estimulação transcutânea, diminui com o aumento da freqüência, de forma que, freqüências de estimulação mais altas têm maior profundidade de penetração. Aliando estes dados, combinando os efeitos do ultra-som com os da corrente e aplicando simultaneamente os dois recursos em um mesmo cabeçote de tratamento, ou seja, aliando-se ultra-som com uma corrente estéreodinâmica, cujo campo espacial de atuação supera as chamadas correntes bipolares, promoveria considerável melhoria no desempenho e eficácia da lipólise convencional, executada apenas com ultra-som. Hipóteses comprovadas em aplicações práticas. O Manthus proporciona a aplicação de princípios ativos iônicos e não enzimáticos, através de uma corrente galvânica modificada. Método não invasivo. É um equipamento computadorizado para tratamento de hidrolipodistrofia ginóide, PEFS (paniculopatia edemato-fibro-esclerótica), ou seja, a chamada celulite, e para a gordura localizada. Terapia Combinada (ultra-som de 3MH (45W), associado a um gerador de estímulos elétricos tripolares, produzindo correntes esterodinâmicas de média freqüência, bem como correntes polarizadas, com grande penetração. O ultra-som faz o efluxo da gordura (leva a gordura para o sitema linfático) e as correntes esterodinâmicas (contração espiral, perpendicular ao vaso linfático), ajudam a eliminá-las, através da contração da musculatura do sistema linfático. Chamada desde 1922, pelos franceses Alquier e Pavot, as Celulites (termo erroneamente aplicado), se denominam como uma patologia estética: Paniculopatia edemato-fibro-esclerótica (PEFE). A PEFE é uma microangiopatia do tecido conjuntivo subcutâneo, de caráter evolutivo e agravante, que invade o tecido gorduroso. Inicialmente há uma fase edematosa, que continua com uma fase fibrosa, seguida de uma fase fibro-esclerótica e finaliza com uma fase esclerótica, quando se instalam micro e macro nódulos. Só a fase esclerótica da PEFE é considerada lipoesclerose. Na adiposidade localizada (AL), as morfologias micro e macroscópica, localizadas em excesso são absolutamente normais. As localizações são iguais em ambas as patologias. Na AL, há uma estase capilar-venular do tecido conjuntivo subcutâneo, com subsequente formação de edema periadipocitário, com dano celular e fibrose, porém a histoquímica, a bioquímica e a morfologia micro e macroscópica do tecido adiposo são normais. A adiposidade localizada é enquadrada como caráter sexual feminino e se diferencia do tecido normal apenas pela hiperplasia e hipertrofia adipocitárias. É importante reconhecer também a falsa celulite ou celulites flácidas, que afeta qualquer zona, em especial os glúteos, coxas, ou face postero-interna dos braços de mulheres maiores de 40 anos. A causa é uma perda da elasticidade do tecido conjuntivo subcutâneo pela força da gravidade. É uma flacidez excessivamente tegumentar que tem diversos fatores agravantes e que pode, ou não, estar acompanhada de flacidez da massa muscular. Raramente se encontram casos puros de PEFE. O mais comum é encontrar casos mistos de adiposidade localizada e paniculopatia edemato fibroesclerótica. Os fatores predisponentes ou primários são: fatores hereditários e constitucionais. Os fatores determinantes ou secundários agravam o quadro de base, como os endócrinos (hiperestrogenismo, hipercorticosolismo, hiperinsulinismo, hiperprolactinemia), os neurovegetativos e a insuficiência veno-linfática. Na PEFE, os fatores desencadeantes ou terciários são alimentação desequilibrada, sedentarismo, tabagismo e alterações posturais. O tratamento deve ser feito de forma sistêmica, corrigindo-se os fatores causais. Deve-se estimular a atividade física e instituir uma alimentação correta. Em casos de obesidade, deve-se administrar um tratamento de emagrecimento, com endocrinologista e nutricionista.
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